- Oi! Claro que sim! Sempre.
- Me desculpa, tá? Às vezes eu me esqueço de que sempre posso contar com a sua presença.
- Tudo bem. Sempre pode contar com meu perdão também.
- Obrigada por isso. Mesmo. Aliás, obrigada por tudo. Tô com saudade de ouvir sua voz.
- E eu de ouvir a sua.
- Minha voz não é bonita igual à sua. Fala alguma coisa pra mim. Ou canta. Tudo que sai da sua boca é tão bonito... tão poderoso. É como a luz para a escuridão total.
- Ah, como eu amo você falando... continua.
- Não, é sua vez agora. Você também tem que falar.
- (...)
- Tá, você não tem que fazer nada. Depois de tudo que você já fez... seu amor já tá mais do que provado. Mas é porque eu gosto tanto de ouvir sua voz, é linda. Puxa... te amo.
- Também te amo. Agora me deixa ver seu rosto e ouvir a sua voz. Sua voz é doce e seu rosto é belo.
- Que bom que gosta. Você que fez.
"Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face, faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce, e a tua face graciosa." (Cantares 2:14)

